Produtividade, transformação digital e inovação voltada à mobilidade estiveram no centro dos debates promovidos pelo Senai Tecnologia e Inovação (STI) nesta quarta-feira (26), durante o segundo dia da Expo + Indústria. Ao longo da programação, especialistas e representantes da indústria discutiram como a adoção de novas tecnologias e a melhoria dos processos podem contribuir para operações mais eficientes, competitivas e preparadas para as transformações do mercado.
A programação começou com o painel “Eficiência Operacional: Caminhos para uma Indústria Mais Produtiva e Competitiva”, que colocou a produtividade no centro da discussão. A proposta foi estimular uma reflexão sobre os desperdícios existentes nas operações, os processos que podem ser aprimorados e, principalmente, sobre como transformar ganhos de eficiência em resultados concretos para as empresas.
Executiva de Gestão & Operações na Cassel Steel Metalúrgica, Leila Valerius destacou que buscar eficiência exige, antes de tudo, compreender o ponto de partida e estabelecer com clareza onde a empresa pretende chegar. “Eficiência é muito mais do que alcançar resultados: é saber enxergar onde você está, onde quer chegar e o que precisa fazer para alcançar seus objetivos e transformar a sua empresa”, afirmou.
Para ela, a indústria também pode contar com o conhecimento e a estrutura do ecossistema de inovação para identificar oportunidades de melhoria. “O Senai, o Sistema Fiep e seus parceiros são capazes de oferecer uma série de consultorias e soluções para ampliar seus resultados e trazer uma nova visão sobre os processos da sua empresa”, acrescentou.
Na sequência, o painel “Digitalização e Gêmeos Digitais” apresentou como a representação virtual de processos, equipamentos e operações pode apoiar a indústria na tomada de decisões. A tecnologia permite simular cenários antes de realizar alterações no ambiente produtivo, contribuindo para testar possibilidades, avaliar impactos e reduzir riscos.
A experiência da Akiyama foi apresentada como exemplo da importância da colaboração entre indústria e ecossistema de inovação. O gerente de Engenharia e Produto da empresa, Ildefonso Wasilevski, e a gerente de Produto de IA, Larissa Martins Cordeiro, ressaltaram a contribuição do Sistema Fiep no avanço dos projetos relacionados à tecnologia.
Segundo os representantes da empresa, o suporte recebido por meio de projetos, consultorias e da aplicação da metodologia tem sido determinante para acelerar essa evolução. “Sem o apoio da Fiep, seja por meio dos projetos, das consultorias ou de todo o suporte oferecido ao longo da aplicação da metodologia, com certeza não estaríamos avançando na velocidade em que estamos hoje”, destacaram.
A parceria, segundo eles, demonstra como a aproximação entre indústria e instituições de inovação pode transformar conhecimento e tecnologia em aplicações práticas. “Fica o nosso muito obrigado a todo o Sistema Fiep por essa parceria, pelo apoio e por contribuir diretamente para que possamos evoluir e alcançar novos resultados”, afirmaram.
Mobilidade e transição energética ampliam oportunidades
Encerrando a programação do STI, o painel “Mobilidade inteligente, transição energética e produtividade” abordou as transformações que já impactam a indústria e a mobilidade, com destaque para eletrificação, hidrogênio e novas possibilidades para o uso de baterias.
Representante da Hanke e-mobile, Paulo Cesar Waidzik destacou que a inovação pode gerar benefícios simultâneos para empresas, consumidores e para a sustentabilidade. A atuação da empresa está concentrada em três frentes: integração de soluções de eletrificação, desenvolvimento de soluções em hidrogênio e segunda vida de baterias.
“Falamos bastante sobre o valor que a inovação agrega à indústria, especialmente no campo da mobilidade”, afirmou. Para Waidzik, a integração entre diferentes empresas e soluções é um dos fatores que potencializam os resultados. “É muito interessante ver a sinergia entre essas empresas e como ela gera resultados para todos os envolvidos: para o proprietário que investe nas soluções, para o consumidor e também para a sustentabilidade, contribuindo para o desenvolvimento do Estado e do Brasil.”
O executivo também ressaltou que a eletrificação abre espaço para ganhos de economia, eficiência e maior autonomia tecnológica. “Foi muito bacana compartilhar essa visão e perceber como a indústria pode se apropriar cada vez mais dos benefícios da eletrificação, como economia, eficiência e maior independência em relação às soluções globais”, destacou.
A participação no evento também reforçou a importância do ecossistema de inovação para empresas que estão desenvolvendo novas tecnologias. Conectada ao Parque Tecnológico da Indústria, a Hanke e-mobile encontrou no ambiente oportunidades para ampliar relacionamentos e conexões com o mercado.
“Essa conexão tem nos proporcionado uma rede muito ampla de relacionamentos e novas oportunidades”, afirmou Waidzik. Segundo ele, a empresa trabalha atualmente com dois pilares principais: velocidade e solução. “Estamos percebendo uma aceitação muito grande do mercado em relação às nossas soluções e à capacidade de entregar resultados.”
Ao reunir produtividade, digitalização, inteligência artificial, gêmeos digitais, eletrificação e hidrogênio em uma mesma programação, o Senai Tecnologia e Inovação reforçou, no segundo dia da Expo + Indústria, que a transformação da indústria passa tanto pela modernização tecnológica quanto pela capacidade de identificar problemas, testar alternativas e transformar inovação em resultado.



