Consultoria do Sesi Paraná apoia empresas na análise dos planos de saúde, controle de custos e promoção da saúde dos trabalhadores

O plano de saúde ocupa um papel estratégico na relação entre a indústria e seus trabalhadores, mas sua gestão envolve desafios que vão muito além da escolha da operadora ou da negociação dos reajustes anuais. Para as empresas, entender como o benefício é utilizado, quais fatores influenciam os custos e onde estão as principais oportunidades de atuação contribui para uma gestão mais sustentável e alinhada às necessidades dos colaboradores.

Uma pesquisa do Observatório Nacional da Indústria, realizada em 2024, mostra que ainda há espaço para avançar nessa gestão. Entre as empresas industriais participantes, 41% afirmaram não adotar estratégias para reduzir a sinistralidade dos planos de saúde. O levantamento também apontou que 67% consideram o custo elevado uma das principais barreiras para desenvolver melhorias nos planos. Entre as empresas que adotam estratégias para reduzir a sinistralidade, a coparticipação aparece em 72% dos casos.

É nesse cenário que o Sistema Fiep, por meio do Sesi Paraná, oferece a Consultoria em Gestão da Saúde Suplementar, solução desenvolvida para apoiar a indústria na análise dos planos de saúde e na construção de estratégias para uma gestão mais eficiente.

Decisões baseadas em dados

Um dos pilares da consultoria é a análise técnica dos dados relacionados à utilização do plano de saúde. Informações sobre despesas assistenciais, perfil dos beneficiários e padrões de utilização permitem identificar concentrações de custos, recorrências, grupos que demandam maior atenção e oportunidades de atuação.

A proposta é ir além da análise isolada dos maiores custos. Um evento de alto valor, por exemplo, pode ser pontual e pouco suscetível à intervenção. Por outro lado, padrões recorrentes de utilização, repetição de atendimentos, concentração de determinados procedimentos ou grupos assistenciais podem indicar oportunidades para ações mais estruturadas.

Entre os indicadores acompanhados está a sinistralidade, utilizada para relacionar as despesas assistenciais às contraprestações do plano. Quando interpretada em conjunto com outros indicadores, ela contribui para a compreensão dos fatores que pressionam o resultado do contrato e para o direcionamento das discussões sobre gestão do benefício.

“Quando a empresa conhece seus indicadores e entende o perfil de utilização do plano, consegue tomar decisões mais qualificadas. A gestão da saúde suplementar não deve acontecer apenas no momento da renovação do contrato. É preciso acompanhar os dados ao longo do tempo e identificar oportunidades de prevenção, cuidado e melhor utilização dos recursos”, explica Guilherme Murta, Médico do Trabalho e Coordenador de Saúde do Sesi Paraná.

A atuação da consultoria também pode contemplar a auditoria dos dados de utilização e das despesas assistenciais, a análise contratual e o apoio técnico nas discussões com as operadoras. Esse conjunto de análises permite à empresa compreender com maior clareza o comportamento do benefício, identificar fatores que impactam os custos e reconhecer oportunidades de atuação. A proposta é oferecer à indústria subsídios técnicos para decisões mais seguras e qualificadas, contribuindo para uma gestão sustentável e alinhada às necessidades dos colaboradores.

Saúde e custo na mesma conversa

A dimensão da saúde suplementar ajuda a explicar por que sua gestão ganhou relevância nas organizações. Segundo dados consolidados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Brasil registrava 53,08 milhões de beneficiários em planos privados de assistência médica em junho de 2026. Desse total, 38,79 milhões estavam vinculados a planos coletivos empresariais, modalidade contratada pelas empresas para seus trabalhadores e, em muitos casos, seus dependentes.

Nos contratos coletivos com 30 ou mais beneficiários, o reajuste é negociado entre a empresa contratante e a operadora. A ANS determina que a operadora disponibilize à empresa a memória de cálculo e a metodologia utilizada para definir o percentual. Ter acesso a informações e indicadores do próprio plano, portanto, também pode contribuir para uma negociação mais qualificada.

“Uma estratégia de saúde suplementar precisa considerar a realidade da população atendida. A empresa pode olhar para os dados de utilização, identificar os principais pontos de atenção e, a partir disso, estruturar ações que favoreçam a prevenção e o cuidado. É uma forma de aproximar a gestão do plano da promoção da saúde dos trabalhadores”, destaca Murta.

Benefício que também exige gestão

A pesquisa do Observatório Nacional da Indústria ajuda a dimensionar esse desafio. Realizado em 2024, o estudo ouviu 624 gestores de empresas industriais na etapa quantitativa e realizou 26 entrevistas qualitativas. O levantamento analisou aspectos como contratação dos planos, acompanhamento de indicadores, gestão do cuidado, utilização de corretoras e lacunas de serviços para apoiar a gestão da saúde suplementar.

Os resultados mostram que a gestão ainda pode avançar de uma lógica concentrada na contratação e nos custos para uma abordagem mais ampla, que considere também o cuidado e a prevenção. Entre as indústrias que afirmaram adotar estratégias para reduzir a sinistralidade, 45,5% utilizam ações de conscientização, enquanto a coparticipação aparece como uma das medidas mais utilizadas.

Com a consultoria, o Sesi Paraná atua como apoio técnico para que a indústria tenha uma visão mais ampla sobre a saúde suplementar, conectando informação, gestão de custos e cuidado com as pessoas. A proposta é transformar os dados do plano em subsídios para decisões mais estratégicas, com atenção à sustentabilidade do benefício e à saúde dos trabalhadores.

Para saber mais sobre a Consultoria em Gestão da Saúde Suplementar, acesse o site do Sesi Paraná ou procure a unidade do Sesi mais próxima.

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