Encontro abordou Política Industrial para o Paraná, Congresso Moveleiro, ESG, inovação em saúde do trabalhador e ações de associativismo

Representantes dos sindicatos empresariais da indústria paranaense participaram, nesta sexta-feira (25), da 16ª Reunião Plenária para Sindicatos da Indústria, promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). O encontro apresentou iniciativas voltadas à competitividade do setor produtivo e ao fortalecimento da representação sindical, com temas que passaram por política industrial, sustentabilidade, saúde do trabalhador, associativismo e ações destinadas à indústria moveleira.

A gerente de Relações Sindicais da Fiep, Juliana Raschke Dias, abriu a reunião apresentando a programação aos representantes sindicais. A Plenária é um espaço de aproximação com os sindicatos e de compartilhamento de projetos e iniciativas que podem chegar às empresas por meio das entidades representativas. “Esse diálogo permanente nos permite aproximar os sindicatos das diferentes iniciativas desenvolvidas pela Fiep e pelo Sistema Fiep e, ao mesmo tempo, manter uma conexão direta com as demandas das indústrias representadas por essas entidades”, afirmou Juliana.

Congresso Nacional Moveleiro

Entre os destaques esteve a apresentação da 13ª edição do Congresso Nacional Moveleiro, feita pela gerente dos Conselhos Temáticos, Setoriais e Regionais da Fiep, Ariane Hinça. Marcado para os dias 4 e 5 de novembro, em Curitiba, o evento terá discussões sobre competitividade, comércio global, inteligência artificial, mercado, design, qualificação profissional, novas gerações e ESG. A programação contará ainda com rodadas de negócios nacionais e internacionais, reuniões setoriais, visitas técnicas, Casa Conceito e a segunda edição do Prêmio Design. A programação reunirá especialistas como Marcos Troyjo, Dado Schneider, Carlos Ferreirinha, Vivianne Vilela e José Pimenta, entre outros convidados. Outro destaque será o lançamento da Rota Estratégica da Indústria Moveleira. “Queremos que o Congresso seja cada vez mais um ambiente de negócios, conhecimento e conexões para toda a cadeia. O Paraná tem protagonismo nesse setor e queremos transformar essa força produtiva também em visibilidade, inovação e novas oportunidades de mercado”, destacou Ariane.

Política Industrial para o Paraná

O gerente do Observatório Fiep, Sidarta Ruthes de Lima, apresentou a Política Industrial para o Paraná (PIP), iniciativa construída a partir de um amplo processo de escuta do setor produtivo. Cerca de 4 mil empresários e especialistas participaram das discussões, complementadas pela análise de aproximadamente 220 documentos técnicos e 2,5 mil evidências. O trabalho resultou em quatro eixos, 16 diretrizes, cerca de 100 estratégias e aproximadamente 220 ações.

Os quatro eixos tratam de Condições Institucionais, Dinamização Econômica, Infraestrutura Produtiva e Produtividade e Capacidades. Entre os assuntos contemplados estão segurança jurídica, simplificação burocrática, tributação, atração de investimentos, financiamento, inserção internacional, logística, energia, conectividade, capital humano e transformação digital. “A PIP foi construída a partir da realidade vivenciada pelas empresas e de uma ampla base técnica. É um instrumento para orientar prioridades e contribuir para que o Paraná tenha condições cada vez mais adequadas ao investimento, à produtividade e ao desenvolvimento industrial”, afirmou Sidarta.

ESG aplicado aos negócios

A gerente de Responsabilidade Social do Sesi Paraná, Aline Calefi Lima, apresentou a Jornada Sesi ESG, metodologia destinada a apoiar indústrias na estruturação e implementação de práticas ambientais, sociais e de governança. A proposta busca incorporar a sustentabilidade à estratégia e à gestão das empresas, com mentoria especializada, definição de indicadores e elaboração de planos de ação.
Uma das iniciativas apresentadas foi a Mentoria ESG em Foco, que passa a trabalhar também com grupos de indústrias do mesmo setor, favorecendo a troca de experiências e o desenvolvimento de soluções alinhadas a desafios comuns. Entre os resultados esperados estão maior aderência às exigências das cadeias de fornecimento, melhoria da gestão e acesso a oportunidades de crédito, fomento e contratos. Ao final da jornada, as empresas podem receber o Selo Sesi ESG, com validade de um ano.

“O objetivo é tirar o ESG do campo conceitual e levá-lo para a prática da empresa. Quando a indústria consegue organizar suas ações, estabelecer indicadores e demonstrar seus resultados, a sustentabilidade passa a contribuir efetivamente para sua competitividade e para novas relações de mercado”, explicou Aline.

Inovação em saúde do trabalhador

Outro tema da Plenária foi a Chamada Sesi 2026 – Soluções Inovadoras em Saúde do Trabalhador, apresentada pela especialista em Inovação do Sesi Paraná, Janaina Pinotti. A iniciativa integra a atuação do Centro de Inovação Sesi (CIS), que desenvolve tecnologias, metodologias e projetos voltados à segurança, saúde e sustentabilidade nos ambientes de trabalho. A chamada foi estruturada a partir de prioridades discutidas com representantes das próprias indústrias paranaenses e concentra-se em quatro desafios: saúde mental e fatores psicossociais; vigilância e gestão da saúde do trabalhador; prevenção de riscos e acidentes; e gestão de afastamentos e incapacidades.

Os projetos deverão contar com uma empresa de base tecnológica como proponente e uma indústria parceira para validação da tecnologia. A previsão é de investimentos não reembolsáveis de R$ 100 mil a R$ 500 mil por projeto, com prazo de execução de 12 a 18 meses e investimento total de R$ 2 milhões. “A chamada nasce de desafios apontados pela própria indústria. A proposta é conectar empresas, startups e instituições de ciência e tecnologia para transformar necessidades concretas relacionadas à saúde e à segurança dos trabalhadores em soluções que possam ser desenvolvidas, testadas e validadas no ambiente industrial”, destacou Janaina.

Associativismo e representação empresarial

A campanha de valorização do associativismo empresarial também foi apresentada durante a Plenária. Ana Kelly Kuroski Sanches, analista da gerência de Marketing da Fiep, mostrou a evolução da iniciativa desenvolvida ao longo de 2026 para ampliar o conhecimento sobre o papel dos sindicatos empresariais e aproximar novos associados.

Depois de abordar a representação sindical e os benefícios do associativismo para os negócios, a campanha terá como próxima etapa depoimentos de empresários associados, compartilhando experiências e resultados dessa participação. “Queremos mostrar o valor do associativismo a partir de quem o vivencia no dia a dia, aproximando essa atuação da realidade e das necessidades das empresas”, afirmou Ana Kelly.

Ao final, Juliana Raschke Dias apresentou informes gerais e os próximos encaminhamentos da Gerência de Relações Sindicais, encerrando a 16ª Reunião Plenária para Sindicatos da Indústria.

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