Em debate promovido pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo, coordenador do Núcleo de Assessoria Econômica da Federação apresentou a visão da entidade sobre os impactos da política monetária

Representantes da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) participaram do seminário “Os efeitos da taxa de juros na economia brasileira”, promovido no último dia 2, em Brasília, pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE). O encontro reuniu parlamentares, representantes do setor produtivo e especialistas para discutir os impactos da política de juros sobre a economia, o empreendedorismo e o desenvolvimento do país.

A Fiep integrou o painel “Taxa de Juros e o Custo de Empreender”, com participação do coordenador do Núcleo de Assessoria Econômica da entidade, Evanio Felippe. Durante sua apresentação, ele expôs a posição institucional da Federação sobre os reflexos da manutenção de juros elevados para o ambiente de negócios, os investimentos produtivos e a competitividade da indústria brasileira.

Em sua análise, Felippe destacou que a elevação do custo do capital afeta diretamente as decisões de investimento das empresas, reduzindo o apetite ao risco, postergando projetos de expansão e diminuindo o ritmo da inovação. Segundo ele, embora a taxa básica de juros não elimine o empreendedorismo, ela modifica sua dinâmica. O empreendedor brasileiro continua existindo, continua inovando, assumindo riscos e gerando empregos, mas faz tudo isso de maneira muito mais cautelosa.

A apresentação também abordou os impactos dos juros elevados sobre o custo de empreender, o mercado consumidor, a produtividade e o desenvolvimento de novos negócios, além das diferenças nos efeitos sobre empresas de diferentes portes.

Ao apresentar os argumentos da Fiep, Evanio Felippe reforçou que o controle da inflação é um elemento indispensável para a estabilidade macroeconômica. No entanto, ressaltou que o desenvolvimento sustentável exige um conjunto mais amplo de condições, como instituições sólidas, segurança jurídica, infraestrutura adequada, capital humano qualificado, inovação e um ambiente regulatório eficiente.

Nesse contexto, a entidade defende que a construção de um ambiente economicamente favorável ao empreendedorismo é fundamental para ampliar os investimentos privados, impulsionar a produtividade, gerar empregos de maior qualidade e fortalecer a competitividade da indústria brasileira. Para a Fiep, o debate sobre a taxa de juros vai além de um indicador econômico. Trata-se de uma discussão estratégica sobre a capacidade de o Brasil de transformar investimentos em desenvolvimento, inovação e crescimento sustentável.

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